Matemática de uma saudade intransitável
Quando descobri que Manoel de Barros havia passado a infância em Campo Grande,
cidade que acolheu meus avós na velhice e
apenas 2 horas e 5 minutos de viagem mais ou menos da terra do meu pai,
pensei com a mesma inocéncia do pacu que não pre-sente a morte chegar:
há esperança no que diz respeito ao construto do escritor, pois que se eu somar todos os meus
verões na terra vermelha, cerrada,
seria como se tivesse vivenciado mui similares fragmentos de sua grande história.
Ainda que se tratando de observação fajuta, feito rio estreito.
E de repente, visitado os mesmos espaços de história, namorado os mesmos tuiuiús;
escutado as mesmas pantanetas, contornado os mesmos perfis de rostos arredondados e coloridos;
bebido dos mesmos cursos de água.
Em sede de palavra.
A-qui-dau-ana: fez-se poeta.
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