Antiguidade 2

Há livros e livros.
Livros sobre livros. Livros antigos, de história e lendas. Livros religiosos. Livros de guerra e paz. Livros para crianças, adultos e para ambos lerem juntos. Livros que são premiados e livros esquecidos.
Livros que foram queimados e livros estimados. Há livros que não foram escritos ainda e outros tão gastos que ganharam vida.
Dentre todos esses livros os que mais gosto são os que trazem uma possibilidade. Possibilidade de ver adiante. De questionamento. E de redenção. Esses livros nos resgatam de nosso casco gasto e nos fazem olhar para o horizonte, para o novo.
Li Caixa Preta, de Amós Oz. Um livro feito de cartas, assim como tantos outros. Entretanto, tecido com a malha da vida. Um livro cujos obstáculos, desejos, rancores, dão lugar ao amor e a superação.
E há vida nos livros, vida que pulsa. Pulso.
Hoje, recebi um email da minha mãe sobre o estado da minha avó. E, aparentemente, passei o dia bem. A noite retomei a leitura do livro e quase no final, na carta de Alex para Michel, tudo o que tentei esconder apareceu como noite de eclipse.

Tristeza.


E há um livro preso na minha garganta.


Publicado originalmente em março de 2007

Comments

Popular Posts