Antiguidade 1

16 de janeiro de 2008

Telefonema sem aviso. Como um telefonema sem aviso? O divórcio veio para você pagar em seis parcelas. Fiador para estas coisas não presta. A tristeza vale uma pirâmide. É solida e uniforme. Compreende tudo aquilo que na lágrima cabe esquecer.

17 de janeiro de 2008

Todas as ruas têm saída. Num impulso deu meia volta e prendeu as asas no poste.
Como é que se faz feliz sozinho se me ensinaram a ser feliz em par? Como é que se faz seguro de si se me mostraram que eu não sou o suficiente? Como é que se faz mulher se me ensinaram que para sê-la é preciso interrompê-la ou calá-la?
Como é que se escuta se o que ouve é Babel?

PS. Lúcia deve saber.

03 de fevereiro de 2008

O jantar da enfermaria tem gosto de papel com cola. Não pequei pra isso. As letras no lençol são mais bonitas que as que deixei pra trás.
Não tenho medo de morrer de avião. Mais. Coração fechado não entra ruído. Uma balada, acalanto reprimido. Ai. Máscaras de oxigênio não cabem na minha boca sem jeito desde que o queixo caiu. Um efeito bordado.

07 de fevereiro de 2008

Sinto ausência de mim mesma. Sinto a dor que vinga na sombra em abundância. "É pessoinha desagradável".
Quero a minha mãe e todos os abraços do mundo porque eu não estou bem. Faz tristeza correr correnteza. Faz chover tudo bem bonito. (...) Vazio tempestivo que bem me quer afundar. Ilusão sentiente encobre a luz. Perdeu. Perdeu. DÓI PRA VALENTE CEDER DE JOELHOS. Coisas que a música escava e conserta e afaga e remenda.

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