De volta de onde
Eu trouxe o homem de volta pra terra
Trouxe também a mulher
Trouxe todas as coisas que com o passar do tempo nomearam
Eram coisas que alimentam
Coisas que abrigam
Que embelezam
E dão medo
Os sonhos também dão medo,
Assim como as cobras
E noites de profundo silêncio
Quando o homem não sonha, pede a mulher pra compartilhar um pouco do seu enquanto ele partilha seus medos
Que são reais e palpáveis
Que o tornam vulnerável e criança
A mulher escuta com o alcance do horizonte, sente cada palavra penetrar suas escutas
As vezes animal, as vezes coisas
Por hora frágeis
Desse povo primeiro surgiram as mulheres de Mehi
Surgiram seus homens e suas crias
Surgiram as dúvidas e os cânticos (na mesma escala)
As vozes que habitam o topo das árvores
Os ecos da alma
Os corpos que rasgam a terra
Sempre a terra
Vermelha, sangrando
Eram as rosas de hoje, mas ontem
Rosadas, protegidas contra sua própria fragilidade
Desabrocham
Cuspindo homens e mulheres de volta
Comments
Post a Comment